A X está processando Editoras Musicais e sua associação comercial, a Associação Nacional dos Editores de Música (National Music Publishers’ Association, NMPA), acusando-as de tentativa de coerção em uma batalha sobre licenciamento de obras. A X acusa as editoras musicais de estarem em conluio com a NMPA para “coagir a X a obter licenças de obras musicais da indústria como um todo, negando à X o benefício da competição entre editoras musicais”.
Na ação antitruste movida na sexta-feira, 9 de janeiro de 2026, a X afirma que a NMPA e as editoras musicais “instrumentalizaram” a Lei de Direitos Autorais do Milênio Digital (DMCA) para forçar a plataforma a remover conteúdos. Segundo X, desde 2021, a NMPA tem enviado notificações de remoção em massa, atingindo milhares de publicações semanalmente, com o objetivo de “pressionar a X” a fechar contratos de licenciamento.
O que a X pede na ação contra editoras musicais
Com a ação, X busca indenização por danos e solicita que o tribunal impeça a NMPA de continuar a forçar negociações coletivas com as editoras musicais. A plataforma alega que a coerção das editoras e da associação compromete a liberdade de negociação e prejudica a competição justa no mercado de licenciamento.
Este não é o primeiro processo entre a X e a Indústria da Música
Este processo é o mais recente capítulo de uma longa disputa entre a X e a NMPA, que já dura anos. A NMPA processou a plataforma em 2023, exigindo US$ 250 milhões por uma suposta violação massiva de direitos autorais envolvendo mais de 1.700 músicas. A ação alegava que X estava permitindo a pirataria em larga escala em sua plataforma. Um juiz confirmou partes do processo, que ainda segue em andamento. Em um documento recente, de novembro de 2025, fontes indicaram que X e a NMPA estavam fazendo “progressos substanciais” em direção a um acordo, mas ainda não há definição final sobre a disputa. A plataforma, no entanto, segue em busca de uma solução legal.


